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Setembro Amarelo nas empresas: 7 ideias de ações para aplicar 

Confira iniciativas práticas para apoiar a saúde mental, envolver lideranças e fortalecer o bem-estar no trabalho.
Setembro amarelo nas empresas
  • Martha Rodrigues
  • setembro 8, 2026
  • 10:00 am

Incluir ações relacionadas ao Setembro Amarelo nas empresas abre espaço para uma discussão que já faz parte da rotina do RH: a saúde mental dos colaboradores. 

Embora a campanha aconteça em setembro, situações relacionadas à sobrecarga, pressão, ansiedade e relações de trabalho permanecem presentes durante todo o ano e exigem atenção dos gestores. 

Os números ajudam a dimensionar esse cenário. Em 2025, o Brasil registrou mais de 546 mil afastamentos do trabalho relacionados à saúde mental, alcançando um novo recorde, pelo segundo ano consecutivo. 

Nas empresas, esse contexto reforça a necessidade de observar como demandas, prazos, lideranças e relações internas interferem na rotina das equipes.

A discussão ganhou ainda mais relevância com as mudanças da NR-1 e a atenção aos riscos psicossociais relacionados ao trabalho. Nesse contexto, o RH pode aproveitar o Setembro Amarelo para ampliar a informação, ouvir os colaboradores e colocar novas iniciativas em prática. 

Confira 7 ideias de ações para essa campanha e veja como manter a saúde mental na estratégia de pessoas durante todo o ano. Boa leitura! 

Qual a importância do Setembro Amarelo nas empresas?

O ambiente profissional ocupa uma parte significativa da rotina das pessoas. Por isso, situações como sobrecarga, prazos e metas difíceis de cumprir precisam entrar nas discussões sobre saúde mental.

Os dados da Previdência Social reforçam a importância desse tema.  Em 2025, foram registrados 546.254 afastamentos por questões de saúde mental, crescimento de 15% em relação ao ano anterior. Ansiedade foi responsável por 166.489 licenças, enquanto episódios depressivos somaram 126.608.

Outro levantamento ajuda a aproximar o problema da rotina das empresas. Na 8ª edição do estudo Inteligência Emocional e Saúde Mental no Ambiente de Trabalho, apenas 44% dos líderes e 49% dos liderados afirmaram que os prazos definidos são frequentemente ou sempre realistas. 

A mesma pesquisa mostra que somente 27% dos líderes consideram suas empresas bem ou totalmente preparadas para atender às exigências relacionadas aos riscos psicossociais da NR-1. 

Ainda existe, portanto, espaço para revisar processos, preparar gestores e melhorar a identificação de situações que afetem negativamente o bem-estar das equipes. 

Por isso é tão importante incluir o  Setembro Amarelo nas empresas, pois cria uma oportunidade de iniciar ou ampliar esse trabalho. A campanha aproxima os colaboradores dos canais de apoio, incentiva o uso dos espaços de escuta e reforça a continuidade dessas ações ao longo do ano. 

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O que as empresas podem fazer no Setembro Amarelo? 7 ideias de ações 

A campanha Setembro Amarelo nas empresas pode criar espaços de informação, escuta e orientação. 

As ações devem considerar a rotina e o formato de trabalho dos colaboradores, com adaptações para equipes presenciais, híbridas ou remotas. Confira algumas ideias interessantes: 

1. Aplique uma pesquisa rápida e anônima sobre saúde mental no trabalho

Antes de definir todas as ações do mês, o RH deve ser estratégico e ouvir os próprios colaboradores. Uma pesquisa anônima ajuda a identificar como as pessoas percebem carga de trabalho, relações com a liderança, pressão, equilíbrio entre vida pessoal e profissional e acesso a apoio.

O objetivo não é realizar uma avaliação clínica, mas compreender aspectos da rotina que merecem atenção. As respostas também ajudam a evitar campanhas baseadas apenas em percepções do RH sobre o que o time precisa.

Para colocar em prática, crie um formulário com poucas perguntas objetivas. Em equipes remotas ou híbridas, envie o link pelos canais internos. No presencial, aproveite para colocar QR Codes em espaços de circulação para facilitar o acesso à pesquisa. 

Após a pesquisa, discuta os resultados com os gestores das áreas e defina quais ações serão consideradas. 

Aproveite também para conhecer um perfil muito comum nas empresas: os colaboradores que possuem pets. Isso porque os cuidados e preocupações com os pets podem gerar impactos mentais, e é essencial estar aberto a esse cenário.

Baixe agora o modelo de pesquisa, com perguntas objetivas que ajudam o RH a entender melhor este perfil: 

Panorama de pets na empresa

2. Organize rodas de conversa para os colaboradores com profissionais especializados

Rodas de conversa favorecem trocas mais próximas e participativas do que palestras tradicionais. 

Grupos menores facilitam perguntas e permitem abordar situações presentes na rotina profissional, sem exigir que ninguém compartilhe experiências pessoais.

Psicólogos ou outros especialistas podem conduzir encontros sobre ansiedade, estresse, esgotamento, limites no trabalho ou caminhos para buscar ajuda. O RH também pode usar dúvidas anônimas enviadas previamente para orientar a conversa.

Para equipes presenciais, os encontros podem acontecer em grupos e horários diferentes. No modelo híbrido ou remoto, organize sessões online e mantenha a participação voluntária. 

3. Faça um treinamento prático com as lideranças sobre acolhimento e encaminhamento

As lideranças convivem diariamente com suas equipes e costumam perceber mudanças na rotina antes do RH.  Ainda assim, reconhecer que alguém precisa de apoio é diferente de saber conduzir uma conversa sobre o assunto.

Por isso, o treinamento deve mostrar como agir diante de situações reais. Vale trabalhar exemplos como um colaborador que relata sobrecarga, apresenta queda repentina de rendimento ou procura o gestor para falar sobre dificuldades emocionais.

Vale lembrar que a liderança não substitui o atendimento psicológico. O papel do gestor é saber acolher sem fazer diagnósticos, orientar o profissional sobre os recursos disponíveis e comunicar ao RH quando a situação exigir suporte adicional.

4. Crie uma campanha de “Mitos e verdades sobre saúde mental no trabalho” 

Ao invés de concentrar toda a comunicação em uma única semana, o RH pode distribuir conteúdos durante setembro com uma série de “Mitos e verdades sobre saúde mental no trabalho”.

A proposta é escolher afirmações comuns e esclarecer cada uma com informações confiáveis. Alguns exemplos são: “falar sobre saúde mental piora o problema?”, “estresse e burnout são a mesma coisa?” ou “pedir ajuda é sinal de incapacidade profissional?”.

Defina um dia da semana para publicar cada conteúdo nos canais internos e também nas redes sociais da empresa. Nas organizações com formato presencial, os conteúdos também funcionam em murais, televisores e áreas comuns. 

5. Reúna e divulgue todos os canais de apoio disponíveis aos colaboradores 

Oferecer recursos não significa que os colaboradores saibam que eles existem ou como utilizá-los. Durante o Setembro Amarelo nas empresas, o RH pode reunir todas essas informações e facilitar o acesso.

O material deve responder a perguntas práticas: onde buscar ajuda, como solicitar atendimento, quem pode utilizar o serviço, quais são os horários e se existe confidencialidade. Plano de saúde, apoio psicológico, programas internos e canais de denúncia são alguns exemplos.

Uma alternativa é criar um “Mapa de apoio à saúde mental”, para ser enviado nos canais de comunicação da empresa e permanecer acessível depois de setembro.

Também vale incluir serviços externos reconhecidos, principalmente para situações em que o colaborador precise de atendimento fora da estrutura oferecida pela organização.

6.  Disponibilize um plantão de orientação psicológica durante o Setembro Amarelo nas empresas

A organização também pode reservar alguns períodos do mês para atendimentos individuais com profissionais de psicologia. 

A iniciativa oferece um primeiro espaço de orientação para colaboradores que talvez ainda não saibam onde procurar suporte.

O plantão deve ter uma finalidade bem definida. Não se trata de substituir psicoterapia ou acompanhamento contínuo, mas de oferecer escuta inicial e orientar sobre os próximos caminhos quando necessário.

O RH pode contratar um parceiro para disponibilizar horários de 20 ou 30 minutos mediante agendamento.

A comunicação também precisa reforçar a confidencialidade e explicar quem terá acesso às informações. Esse cuidado evita que o colaborador associe a participação à avaliação profissional ou ao acompanhamento de desempenho.

7.  Defina uma ação de saúde mental para continuar depois de setembro 

Uma campanha de Setembro Amarelo nas empresas também pode deixar um resultado concreto para os meses seguintes. Para isso, o RH deve avaliar o que apareceu nas pesquisas, rodas de conversa, treinamentos e demais iniciativas.

Se a pesquisa indicar excesso de reuniões, por exemplo, a empresa pode testar blocos de agenda sem encontros. Se o principal ponto estiver relacionado à liderança, uma sequência de capacitações talvez faça mais sentido. Caso os colaboradores desconheçam os benefícios disponíveis, a prioridade pode estar na comunicação.

A proposta é escolher ao menos uma ação viável, definir um responsável e estabelecer quando ela será revisada. Isso transforma as informações coletadas durante o mês de setembro em uma decisão prática para a gestão de pessoas.

Esse acompanhamento também prepara a transição para uma discussão mais ampla: a saúde mental não depende de uma única campanha anual e precisa aparecer nas decisões da empresa durante os outros meses.

Baixe o guia: Será que a sua empresa precisa de mais um benefício?

Será que a sua empresa precisa de mais um benefício?

Saúde mental deve ser parte da estratégia de pessoas durante todo o ano 

Os fatores que influenciam na saúde mental dos colaboradores devem fazer parte das decisões de gestão de pessoas.

Organização do trabalho, atuação das lideranças, clima interno e recursos de apoio precisam ser acompanhados de forma integrada pelo RH. 

Esse acompanhamento também se relaciona às discussões trazidas pela NR-1 sobre os fatores de riscos psicossociais relacionados ao trabalho. 

Pesquisas internas, preparação das lideranças, revisão de processos e análise dos recursos oferecidos aos colaboradores ajudam a identificar necessidades e direcionar ações mais adequadas para cada equipe.

Os benefícios corporativos entram nesse contexto como parte da experiência oferecida pela empresa. Soluções alinhadas às novas necessidades dos profissionais reforçam a percepção de apoio, contribuem para o bem-estar e tornam o pacote mais próximo da realidade dos colaboradores.

Inclusive, Guapeco é um benefício corporativo pet que permite ao RH oferecer uma solução conectada à rotina de quem tem pets, sem aumentar a complexidade da gestão de benefícios.

Para empresas com mais de 200 profissionais, Guapeco pode ser oferecido sem custo para a organização, com implantação e suporte conduzidos pelo nosso time e sem aumentar a carga operacional do RH.

Dentro de uma estratégia de saúde mental e bem-estar, Guapeco complementa outras iniciativas voltadas à qualidade de vida, engajamento e produtividade, ao mesmo tempo em que fortalece a política de benefícios com uma solução relevante para parte significativa dos colaboradores.

Amplie o pacote de benefícios da sua empresa com Guapeco! Agende aqui uma demonstração para saber mais! 

FAQ: Setembro Amarelo nas empresas

1. O que é Setembro Amarelo?

Setembro Amarelo é uma campanha de conscientização sobre prevenção ao suicídio e saúde mental. No ambiente de trabalho, o período pode ser usado para ampliar a informação, divulgar canais de apoio e incentivar conversas responsáveis sobre o tema.

2. Qual a importância do Setembro Amarelo no trabalho?

O Setembro Amarelo cria uma oportunidade para ampliar a conscientização sobre saúde mental e aproximar os colaboradores dos recursos de apoio disponíveis. A campanha também estimula o RH a observar fatores da rotina que merecem atenção, como sobrecarga, pressão e riscos psicossociais.

3. O que fazer no Setembro Amarelo na empresa?

A empresa pode promover pesquisas anônimas, rodas de conversa, treinamentos para lideranças, campanhas educativas e plantões de orientação psicológica. Também é um bom momento para reforçar a comunicação sobre canais de apoio, benefícios e iniciativas já disponíveis aos colaboradores.

4. Como envolver as lideranças nas ações do Setembro Amarelo?

O RH pode preparar os gestores com treinamentos sobre escuta, acolhimento, encaminhamento e limites de atuação. Estudos de caso e orientações práticas também ajudam as lideranças a conduzir conversas mais adequadas com suas equipes.

5. Benefícios corporativos ajudam na estratégia de saúde mental?

Sim. Benefícios alinhados às necessidades dos colaboradores reforçam a percepção de apoio e contribuem para uma experiência mais positiva no trabalho. Dentro de uma estratégia mais ampla, também podem complementar ações de bem-estar, qualidade de vida, engajamento e valorização.

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Foto de Martha Rodrigues

Martha Rodrigues

Administradora de formação, consolidou sua carreira nas áreas comerciais de HRTechs e Fintechs como Feedz, Betterfly e Creditas. Em 2020, fundou o benefício corporativo pet Guapeco, considerado o primeiro plano pet corporativo do Brasil, atualmente o benefício já atende mais de 220 empresas, incluindo Accenture, Grupo Stefanini, BIC, Gupy, MBRF, Lenovo & Motorola, cumprindo o propósito de conectar empresas com a paixão animal dos colaboradores.

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