Os benefícios flexíveis ganharam relevância à medida que as empresas passaram a revisar suas políticas de pessoas.
Hoje, os pacotes padronizados já não refletem a diversidade presente no quadro de colaboradores. Devido a isso, alternativas como carteira multibenefícios, crédito para bem-estar e planos personalizáveis vêm sendo adotadas com mais frequência.
Para o colaborador, a principal vantagem está na autonomia. Cada pessoa utiliza o recurso conforme sua realidade, seja para saúde, mobilidade, alimentação ou cuidado com o pet. A escolha gera maior percepção de valor e reforça a sensação de reconhecimento.
Já para a empresa, os ganhos aparecem na atração e retenção de talentos, bem como na melhor utilização da verba disponível. Afinal, os recursos deixam de ser direcionados a itens pouco utilizados e a gestão passa a considerar as necessidades reais do time.
Existe ainda outro ponto relevante: é possível oferecer benefícios flexíveis sem gerar custo adicional. Ou seja, existem modelos com adesão voluntária, desconto em folha e parcerias estratégicas ampliam o portfólio. Tudo isso sem pressionar o orçamento do RH ou criar novas complexidades operacionais.
Continue lendo para tirar todas as suas dúvidas sobre os benefícios flexíveis!
O que são benefícios flexíveis?
Benefícios flexíveis são benefícios corporativos não obrigatórios. Geralmente, a empresa oferece um portfólio com opções e o colaborador seleciona os que fazem mais sentido conforme suas necessidades individuais.
Diferente dos pacotes fixos tradicionais, oferecem personalização, maior autonomia e, como o próprio nome diz, flexibilidade. Contudo, existem regras pré-estabelecidas para sua utilização, que garantem mais organização e controle por parte do RH.
Quais as diferenças entre benefícios obrigatórios e benefícios flexíveis?
Os benefícios obrigatórios são aqueles previstos na legislação trabalhista ou em convenções coletivas. Logo, a empresa deve concedê-los conforme regras específicas, prazos e critérios definidos por lei.
Já os benefícios flexíveis fazem parte da estratégia interna da organização. Não são exigidos por lei e podem ser estruturados conforme a política de pessoas da empresa. Permitem ajustes conforme perfil, momento de vida e prioridades do time.
Abaixo, veja as principais diferenças entre esses dois formatos:
Benefícios obrigatórios:
- Têm previsão legal ou acordo coletivo;
- Seguem regras fixas de concessão;
- São iguais para todos que se enquadram nos critérios;
- Exemplos: FGTS, 13º salário, férias remuneradas e adicional noturno.
Benefícios flexíveis
- São definidos pela política interna da empresa;
- Podem variar conforme estratégia e orçamento;
- Permitem diferentes formas de uso, conforme preferência do colaborador;
- Exemplos: carteira multibenefícios, crédito para bem-estar e plano de saúde pet.
O que diz a legislação sobre benefícios flexíveis?
Embora não exista uma lei específica sobre benefícios flexíveis, a legislação trabalhista permite que as empresas adotem esse modelo.
Vale lembrar que os benefícios corporativos (flexíveis ou não), como vale-alimentação, assistência médica e planos corporativos, podem ser concedidos sem compor o salário, desde que respeitem as regras legais vigentes.
Vantagens dos benefícios flexíveis
Os benefícios flexíveis ampliam a capacidade do RH de atender diferentes perfis dentro da mesma organização. Selecionamos as principais vantagens para as empresas e para os colaboradores, acompanhe:
Vantagens para as empresas
Mais aderência às diferentes realidades do time
Em uma mesma empresa convivem profissionais com prioridades distintas. Alguns valorizam saúde, outros preferem mobilidade ou apoio financeiro. Oferecendo alternativas organizadas, um RH estratégico reconhece essas diferenças de forma prática.
Com isso, o benefício deixa de atender apenas um grupo específico e passa a dialogar com diferentes fases de vida e trajetórias profissionais.
Redução do turnover
A saída de um colaborador gera custos diretos e indiretos: recrutamento, treinamento, perda de produtividade e impacto na equipe. Sendo assim, benefícios alinhados às reais necessidades do time funcionam como fator de estabilidade, reduzindo movimentações motivadas por insatisfação ou busca por melhores condições.
Isso sem contar que, quando o profissional percebe que a empresa investe continuamente em seu bem-estar e desenvolvimento, a probabilidade de buscar oportunidades externas diminui.
No longo prazo, a redução do turnover contribui para equipes mais maduras, maior continuidade de projetos e menor desgaste operacional para o RH.
Maior engajamento e produtividade no longo prazo
A retenção não tem relação apenas com a permanência na empresa, mas de se manter motivado. Com base nisso, benefícios que oferecem suporte real à rotina do colaborador são grandes aliados, já que contribuem para maior foco, energia e comprometimento com resultados.
O desafio é concreto: conforme a 8ª edição da pesquisa de Tendências em Gestão de Pessoas da consultoria Robert Half, o engajamento e o comprometimento foram apontados por 28,6% dos entrevistados como um dos principais desafios da gestão de pessoas.
Equipes que se sentem cuidadas tendem a apresentar menor absenteísmo e maior disposição para colaborar. O impacto aparece na qualidade das entregas e na consistência do desempenho ao longo do tempo.
Estrutura mais escalável e adaptável ao crescimento da empresa
Conforme a empresa cresce, o perfil do time também se transforma. Novas áreas surgem, diferentes faixas etárias passam a compor o quadro e as demandas se diversificam.
Um modelo flexível facilita essa transição. Afinal, os ajustes acontecem de forma planejada, sem necessidade de reformular toda a política de benefícios.
Diminuição de desperdício com benefícios pouco utilizados
Os pacotes de benefícios tradicionais costumam manter itens com baixa adesão apenas por tradição.
Já com os benefícios flexíveis, o RH acompanha quais opções realmente são utilizadas e essa leitura ajuda a redistribuir melhor os recursos.
Quando prioriza o que gera interesse real, a empresa evita direcionar verba para benefícios que não são aproveitados. O resultado aparece em maior equilíbrio financeiro e melhor percepção de valor.
Tomada de decisão mais estratégica baseada em dados de adesão
A flexibilidade dos benefícios permite um melhor acompanhamento do comportamento do time. Assim, o RH observa padrões de escolha e identifica preferências recorrentes.
Dessa maneira, o planejamento deixa de ser baseado apenas em percepção e considera informações concretas sobre uso e interesse. Isso fortalece a gestão da política de benefícios
Vantagens para os colaboradores
Autonomia para escolher o que faz sentido para sua realidade
Com benefícios flexíveis, o colaborador deixa de receber um pacote fechado e pode direcionar o recurso conforme suas prioridades atuais.
Ao ter espaço para decidir, o profissional sente maior alinhamento entre suas necessidades e a política da empresa, assim como eleva sua autonomia, reforçando a relação de confiança.
Maior satisfação com o pacote de benefícios
Quando a escolha está nas mãos do colaborador, o benefício tende a gerar mais valor percebido, pois ele utiliza o recurso de forma prática e aderente ao seu cotidiano.
Com isso, o pacote de benefícios deixa de ser apenas uma formalidade contratual e integra a experiência positiva do colaborador dentro da empresa.
Sensação de valorização e reconhecimento
Oferecer alternativas demonstra que a empresa reconhece as diferenças individuais. Não se trata de tratar todos da mesma forma, mas de considerar contextos distintos.
Esse reconhecimento fortalece o vínculo entre colaborador e organização. A percepção de cuidado aparece de forma mais concreta no dia a dia.
Acesso a benefícios alinhados ao seu momento de vida
As prioridades mudam ao longo da carreira. O que faz sentido no início pode ser diferente alguns anos depois. Aqui, os benefícios flexíveis permitem acompanhar essas mudanças.
Ou seja, o benefício evolui junto com a trajetória profissional e pessoal, ampliando a retenção e o tempo médio de permanência do colaborador na empresa.
Experiência mais personalizada dentro da empresa
Quando o colaborador participa da escolha, a experiência ganha mais sentido, pois ele percebe que possui espaço dentro das regras estabelecidas.
Essa personalização contribui para uma relação mais equilibrada e estável. Afinal, o benefício deixa de ser genérico e passa a dialogar com a realidade individual.
Benefícios flexíveis: 5 exemplos
Depois de entender as vantagens, é importante visualizar como os benefícios flexíveis funcionam na prática. Existem diferentes formatos que podem ser estruturados conforme a realidade da empresa.
A seguir, veja cinco exemplos que já fazem parte da estratégia de muitas organizações:
Carteira de saldo flexível para múltiplas categorias
A carteira de saldo flexível permite que o colaborador distribua o valor disponível entre categorias previamente definidas. Alimentação, mobilidade, cultura e saúde podem coexistir dentro do mesmo crédito. Assim, cada pessoa direciona o recurso conforme suas prioridades.
Esse modelo amplia a liberdade sem gerar aumento de orçamento. Afinal, a empresa define o valor global e o colaborador escolhe como utilizá-lo. Com isso, o benefício ganha mais sentido no cotidiano.
Crédito anual para desenvolvimento profissional personalizado
Algumas empresas destinam um valor anual para capacitação. O colaborador pode utilizar esse crédito para cursos, certificações ou eventos ligados à sua área de atuação.
Essa prática estimula o crescimento profissional pois, ao permitir diferentes caminhos de desenvolvimento, a empresa reforça seu compromisso com evolução de carreira.
Plano de saúde com diferentes níveis de cobertura e possibilidade de customização
Outro exemplo está nos planos de saúde com categorias distintas de cobertura. O colaborador pode optar por um nível mais básico ou por um plano ampliado, conforme sua necessidade. Essa estrutura oferece alternativas dentro de uma mesma política.
A customização permite ajustar o benefício ao momento de vida. Quem possui dependentes pode buscar maior cobertura, enquanto outros preferem formatos mais simples. Dessa forma, o plano atende realidades diversas sem exigir reformulação completa.
Crédito individual para bem-estar com livre escolha de uso
Algumas empresas oferecem crédito voltado ao bem-estar. Esse valor pode ser utilizado para atividades físicas, terapias ou práticas relacionadas à saúde.
Contudo, a escolha respeita regras internas definidas pelo RH – como mencionamos anteriormente, flexibilidade e normas coexistem no que diz respeito aos benefícios flexíveis.
Benefício corporativo pet com opções de planos e pagamento
O benefício corporativo pet também se insere nesse contexto de flexibilidade. A empresa pode oferecer e o colaborador escolhe quando ativar, qual melhor plano e quantos pets deseja proteger.
Essa alternativa dialoga com novas configurações familiares e amplia a percepção de cuidado dentro da empresa. Para se ter uma ideia, existem mais de 160 milhões de pets nos lares brasileiros: o nosso país tem a terceira maior população pet do mundo!
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Como estruturar um modelo de benefícios flexíveis sem custos?
Antes de adicionar novas opções, o RH precisa entender o contexto interno da empresa. Confira orientações importantes que ajudam a estruturar esse modelo de forma sustentável.
Avalie as necessidades dos colaboradores
O primeiro movimento é ouvir o time. Pesquisas internas, análise de perfil e histórico de uso de benefícios ajudam a identificar prioridades reais. Esse mapeamento evita decisões baseadas apenas em percepção.
É importante também compreender diferentes momentos de vida, para estruturar alternativas mais coerentes. Quando o benefício dialoga com a rotina do colaborador, a adesão tende a ser maior.
Estude a capacidade financeira e operacional da empresa
Depois de entender as demandas internas, é indispensável analisar o cenário financeiro e também a estrutura operacional. O objetivo é verificar como reorganizar recursos já existentes. Muitas vezes, o orçamento está concentrado em formatos pouco flexíveis.
Também vale considerar a rotina do RH e os processos envolvidos. Um modelo eficiente precisa ser simples de administrar. Assim, o programa de benefícios corporativos amplia possibilidades sem gerar sobrecarga administrativa.
Adote cartões flexíveis
Os cartões flexíveis permitem que o colaborador utilize os valores disponíveis de forma personalizada. Ao invés de dividir o benefício entre vale-alimentação e vale-refeição, por exemplo, o funcionário pode escolher como utilizar o saldo entre diversas opções, como:
- Alimentação e mercado;
- Mobilidade (transporte público, combustível, aluguel de bikes);
- Cultura e entretenimento (livros, cinema, shows);
- Bem-estar e saúde (academia, terapia, consultas médicas).
Crie um modelo de adesão voluntária com desconto em folha
A adesão voluntária é uma alternativa que amplia o portfólio sem criar custo fixo para a empresa. Nesse formato, o colaborador opta por participar e o valor é descontado em folha. A empresa, neste cenário, atua como facilitadora do acesso.
Esse modelo contribui para o aumento da adesão e também da satisfação dos colaboradores.
Faça parcerias com empresas especializadas
Firmar parcerias com empresas que oferecem benefícios específicos é outra forma de ampliar as opções sem custos adicionais. Muitos fornecedores disponibilizam planos corporativos com preços reduzidos para os funcionários, sem que a empresa precise arcar com o valor total.
Benefícios flexíveis de custo zero
Nem todo benefício exige um grande orçamento. Algumas opções podem ser implementadas sem custo adicional para a empresa, trazendo um impacto positivo na satisfação dos funcionários, como:
- Horários flexíveis: permitir que os funcionários escolham seus horários dentro de um limite definido melhora a qualidade de vida sem impactar os processos internos da empresa;
- Dayoff no aniversário: um dia de folga como presente pode ser um grande diferencial e não gera custos extras.
Os benefícios flexíveis são uma solução moderna para empresas que querem oferecer um pacote de benefícios mais atrativo sem aumentar os custos. O segredo está narealocação inteligente dos recursos, no uso de cartões flexíveis e na inclusão de opções personalizáveis, como os planos de saúde pet, que atendem a uma demanda crescente dos colaboradores.
Substituindo modelos engessados por opções que realmente fazem sentido para cada funcionário, as empresas aumentam a satisfação, o engajamento e a retenção de talentos, garantindo um ambiente de trabalho mais equilibrado e inovador.
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Perguntas frequentes: benefícios flexíveis
1. O que são benefícios flexíveis?
Benefícios flexíveis são vantagens oferecidas pela empresa em que o colaborador pode escolher como utilizar o recurso disponível. A organização define regras e categorias, enquanto o profissional decide qual opção faz mais sentido dentro desses critérios.
2. Quais são as principais vantagens dos benefícios flexíveis para as empresas?
Dentre os principais ganhos estão maior aderência ao perfil do time, redução de desperdícios, aumento do engajamento e decisões do RH mais orientadas por dados de uso. Além disso, o modelo contribui para aumentar a atração e retenção de talentos.
3. Quais são exemplos de benefícios flexíveis?
Carteira multibenefícios, crédito anual para capacitação, planos de saúde com níveis de cobertura distintos, crédito para bem-estar e benefício corporativo pet com adesão voluntária.
4. Como oferecer benefícios flexíveis sem aumentar custos?
É possível estruturar esse modelo por meio de reorganização da verba existente, adesão voluntária com desconto em folha e parcerias corporativas. Dessa forma, a empresa amplia opções sem criar despesas fixas adicionais.